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Mostrando postagens com o rótulo Cérebro Humano

Greve dos caminhoneiros: algumas coisas pra você pensar antes de sair falando groselhas por aí

O Brasil é importador líquido de combustíveis, ou seja, compra mais combustíveis de fora que vende. Dessa forma, fica sujeito às variações de preços no mercado internacional, e também à variação cambial. Ah, mas por que não se investiu em mais infraestrutura e refinarias ? Perguntem isso todos os governos anteriores: da ditadura militar, Itamar, Collor, FHC, Lula e Dilma. Todos são responsáveis. A matriz de transporte brasileira deveria ser baseada mais nas ferrovias e hidrovias. Sim, vide item acima, e coloque o JK na conta também. A curto e médio prazo, infelizmente, nada pode ser feito. Nos governos petistas, ordenou-se que a Petrobras não repassasse esses valores de variação global de preços. Isso, mais a roubalheira do petrolão, transformou a Petrobras na maior devedora do mundo. Então o Temer é um pobre coitado, que está só herdando a bagunça do PT? Não, o Temer era vice da Dilma, e o MDB sempre esteve no governo, aliás eles vivem disso, Logo, o cara tá enfiado até o pes...

Como escrever uma revista feminina

Escrever uma revista feminina não deve ser coisa fácil. Doze meses por ano, todo santo ano, cento e tantas páginas de assunto para inventar. Pensando nisso, no intuito de ajudar, segue uma breve receita de bolo para ajudar os criativos editores. Capa: encontrar um famosa do momento, colocá-la de biquíni ou maiô, fazendo uma pose bem sensual. Caprichar no Photoshop, para as leitoras ficarem com inveja e destilar elogios do tipo "essa vaca com essa barriga chapada". Moda: revista feminina que se preze tem um editorial de moda com pelo menos dez páginas. Na dúvida, sapatos. Mulher adora comprar ou olhar sapatos. Saltos altos e nomes imponentes costumam ajudar. Carreira: é obrigatório um texto sobre as mulheres e seus empregos, os desafios de conciliar a carreira e a maternidade. Dra Silvana responde. Uma psicóloga, de preferência especialista em sexualidade humana, respondendo e-mails de leitoras. Se não houver e-mail nenhum, pode-se utilizar uma das dúvidas padrão:...

O ser humano adora uma estória

Uma garota A qualquer estuda em uma grande universidade pública, tem 21 anos e gosta de ler. Já uma garota B  também estuda na mesma universidade, também tem 21 anos, lê livros de filosofia e sociologia, milita no diretório central e estudantes e está em todas as passeatas no vão livre do Masp. Uma das duas vai virar vereadora. Se fosse pra adivinhar, qual das duas seria? Resposta no fim do texto :) Nós adoramos uma boa estória. Para nós, é importante que os fatos estejam relacionados em uma sequência causal, precisamos que as coisas façam sentido. A culpa é da evolução. Nossos antepassados viviam em grupos, acuados, lutando para conseguir o escasso alimento, fugindo dos pedradores. E naquele contexto, ver a relação entre as coisas foi um dos motivos para que hoje estejamos aqui. Se um indivíduo comesse um fruto, dias depois passasse mal e morresse, para os outros do grupo era uma vantagem adaptativa ver que o cara comeu a fruta e morreu, logo aquela fruta matou o cidadão....

Seu voto não é consciente, ou democracia não é o governo do povo

Mais uma eleição se passou.... pelo menos o primeiro turno. E nesta, mais ainda que nas mais recentes, muito pouco se falou sobre propostas de governo, de onde vai sair o dinheiro para as promessas, de quem vai se precisar de apoio para governar.  Mas isso não é por acaso. O homem ou mulher padrão, independente do nível social ou da educação, não vota mesmo analisando esses aspectos. O que ocorre é o seguinte: você simpatiza com algum candidato, seja porque ele é parecido com você, seja porque ele conta boas histórias, que fazem sentido, porque ele se mostra seguro e bem ensaiado, ou qualquer motivo desses. Aí seu cérebro, mais especificamente o lado esquerdo, se põe pra funcionar e buscar uma justificativa para sua escolha. E você até se dá bem,   explicando que votou nele por sua proposta da educação, saúde, etc. Mas na verdade, sua escolha  foi inconsciente, as explicações vieram só depois. E sim, os políticos já sabem disso... E investem pesado em marqueteiros ...

Top Sundae: onde a Neurociência encontra a Economia

Nossos antepassados passavam por maus bocados para conseguir o que comer. Vivendo lá nas cavernas, sair pra caçar era sempre uma aventura de onde nem sempre se voltava com vida, e não havia lá muitos vegetais para serem colhidos. Nesse contexto, quando se conseguia caçar um apetitoso e gordurento animal, a estratégia era comer até não poder mais. Os magrinhos que possuíam o gene da saciedade rápida já haviam sido deixados de lado pela seleção natural, não era vantagem comer só um bocadinho, dado que nunca se sabia quando viria a próxima refeição. E como na época não havia freezer, microondas e muito menos tupperware, o esquema era comer, comer e comer. Nosso cérebro mandava o sinal: "Comam mais!", e o corpo guardava o excesso na forma de gordura, pros tempos ruins que poderiam vir. E dessa forma, evoluímos. As eras foram passando, a alimentação deixou de ser tão crítica. Mas nosso cérebro continuo assim, mandando comermos mais e mais gordura. Quando o McDonald...

Livre Arbítrio?

Em um experimento na década de 1970, um cientista chamado Benjamin Libet fez um experimento bastante interessante sobre o funcionamento do cérebro humano. Nesse experimento, ele pedia a uma série de pessoas para executarem certos movimentos em intervalos periódicos determinados por um timer (mais detalhes aqui:  http://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Libet ). Ao mesmo tempo, ele ligou eletrodos nas cobaias para medir a atividade cerebral. O que ele acabou descobrindo foi deveras surpreendente: a área do cérebro responsável por atos inconscientes é ativada antes mesmo que haja o estímulo para atos conscientes. Ou seja, antes mesmo de ser estimulado para levantar um braço, por exemplo, o cérebro do cidadão já dava sinais inconscientes desse movimento. Quer dizer, se for levado ao pé da letra, fazemos o que fazemos não por vontade própria, e sim por algum ente exterior, ou algo do tipo. Segundo Libet, teríamos na verdade o "poder de veto" das decisões tomadas sabe...