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Mostrando postagens com o rótulo Memória

Os melhores presentes para moleques.... nos anos 80

Hoje em dia a molecada só quer iPhone, Xbox, Playstation... tênis da Nike, TV a cabo, Banco Imobiliário com maquininha de cartão.  Nos anos 1980, as coisas eram bem mais simples, mais modestas.... e muito mais divertidas. Com vocês, a lista dos presentes mais bacanas que todo moleque que viveu na década de 80 mais sonhavam: Caloicross Extra Light - nas cores vermelha e azul, eram as mais velozes, mais leves, e tinham os pedais pontudos de alumínio mais letais da história do ciclismo. Tenho cicatrizes na canela até hoje. Deixava a Extra Nylon no chinelo. Game&Watch - precursores dos videogames portáteis, a compra dessas iguarias sempre respeitava um ritual, que incluía seu pai te levar na Galeria Pajé sábado de manhã, O meu preferido ? Greenhouse. Relógio Casio Musical - com doze melodias. Precisa falar mais?  Kichute - com travas de borracha, e aquele cadarço gigante que ia amarrado na canela, ou de baixo do tênis. Sensacional para ...

Os episódios mais bacanas das séries mais bacanas de minha infância

O tempo é um ótimo tempero para programas antigos que víamos antigamente, quando ainda não havia televisão à cabo, e as opções eram poucas. Mas algumas coisas eram realmente excelentes, verdadeiros clássicos. Dentre tantos programas que assistíamos, alguns episódios acabaram virando clássicos, inesquecíveis. Com vocês, minha lista de episódios inesquecíveis: 1) Robot gigante - episódio final: O Robot Gigante leva o Guilhotina pro espaço, e explode junto com ele, ignorando os chamados de Daisaku... Dramático (Não consegui achar o video desse episódio) 2) Carro mamute - Speed Racer 3) Todos os finais do Incrivel Hulk , com Bruce Banner pedindo sua caroninha e a musiquinha triste de fundo 4) Ultraseven crucificado, com o Ultraman salvando ele no final 5) Episódio Final da Patrulha Estelar, salvando a Terra 6) Batman dançando 7) Tiny Toons - Coral das Bigornas http://www.youtube.com/watch?v=kDznMYgft14 8) Sawamu - O demolidor, inventa o chute no vácuo co...

Seu Barbosa

Jesoino Barbosa, o Seu Barbosa, veio ser guarda da rua depois de cuidar um tempão da Nagib Izar, nossa eterna rival ( veja post aqui ). Até por conta disso, foi recebido com muita desconfiança. Ainda mais porque vivia falando bem do Junior, que tinha feito peneira no Corinthians. Com o tempo, foi conquistando nossa confiança... Era comentarista rotineiro de nossas pelejas na rua, plantava milho em seu terreno, tinha suas histórias sobre perseguição a bandidos (nas duas únicas vezes que houve algum assalto na rua, ninguém soube onde ele estava). Vivia falando dos arranhões que fez na mão por conta de uma caçada às onças no lixão, e sobre o dia em que o Pelé foi fazer teste no Corinthians, com suas "percatinhas"e nada mais, e como foi botado pra fora de lá.  Desconfio que um dos maiores desgostos da vida dele foi quando o futebol deixou de ser o esporte monopolista na rua, e passamos a jogar também taco e o "jogo da redinha" (fôlei). Quando o Gui ganhou o...

Quadro Décadas: Uma Retrospectiva Esportiva

Ao chegar aos quarenta anos de idade, muita coisa passa pela nossa cabeça, vemos o quanto a vida passa rápido, e coisa e tal ... E a gente começa a tentar se lembrar do que estava fazendo quando fizemos 10, 20, 30 anos. Sendo assim, segue minha sensacional retrospectiva esportiva dos anos em que eu fiz uma, duas e três décadas de aniversário. 1982. Eu tinha 10 anos, estudava na 4a série do Colegio Agostiniano São José, meu irmão mais novo acabara de nascer. Definitivamente, esse foi o ano da Copa do Mundo da Espanha! Por todo o bairro, as ruas ficaram pintadas com as cores do Brasil, com o Laranjito, mascote da Copa. Em minha rua colocamos bandeirinhas verde e amarelas. Foi a Copa da melhor seleção brasileira que já vi jogar, a única que sei a escalação até hoje (Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Junior; Cerezo, Falcão, Socrates e Zico; Serginho Chulapa e Eder). O resultado todos sabem, foi aquela tristeza, a tragédia do Sarriá. Mas também foi a Copa do álbum ...

Grandes momentos do esporte: Olito x Nagib

Pelos idos da década de 1980, a rivalidade era grande entre as ruas lá do bairro. O glorioso Olito tinha como rivais praticamente mortais a rua de cima, que era a Nagib; e a rua que ficava acima da Nagib, a temida Rua 14. Era praticamente um ato de traição alguém da rua fazer amizade ou andar com o povo das outras ruas, e ninguém ousava andar sozinho nas ruas inimigas. Nesse cenário, os "contras" assumiam contornos épicos, sempre uma batalha que ninguém queria perder. Em uma tarde de domingo qualquer, se não me engano um feriado de Ano Novo, aconteceu um dos maiores contras que se tem notícia. De um lado, a gloriosa esquadra do Olito, que vinha com Ricardo, Beto, Gui, Tá, Tigueis, Laércio, Cado, etc. , esse dia reforçados do Mauro, primo do Laércio, e do Marcelinho, que tinha acabado de se mudar para a rua e devia medir uns 30 cm a mais que todos os outros. Do outro lado, vinha a Nagib completíssima, com o Bagaço, que já tinha jogado na Portuguesa e que dizia a lenda ...

A mística do #15

Lá pelos idos de 1982, o que eu gostava mesmo era de jogar bola na rua. A jornada esportiva começava às 8:00h, e só acabava quando minha mãe chamava pra jantar.   Justamente no ano da fatídica Copa do Mundo de 1982. A rua estava toda enfeitada com bandeirinhas verdes e amarelas, a vizinhança com o asfalto todo pintado com bandeiras do Brasil e Laranjitos. Definitivamente, o melhor time de futebol que eu vi jogando. Era um timão só com craques, cuja escalação me lembro até hoje: Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Junior, Toninho Cerezo, Falcão, Zico e Sócrates, Serginho Chulapa e Eder. De todos os eles, apenas um não respeitava a tradicional numeração de 1 a 11. Era Falcão, que jogava na Europa, no Roma, e tinha um estilo todo requintado de tratar da pelota.  E eu, moleque que era, achava o máximo esse número 15, coloquei na cabeça que ia falar pro pessoal fazer um uniforme do time da rua, e que eu ia ser o número 15.  O uniforme do time saiu anos depois,...