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Um ano

  Um ano se passou, um ano que meu pai se foi. Um ano que tenho que aprender a conviver com o luto, um novo sentimento que vem me acompanhado desde então. Com a raiva lido bem, já era minha companheira há algum tempo, na verdade até me ajuda vez ou outra. Agora ela ganhou um companheiro. Um ano desde que caiu a ficha que estou por conta própria pra resolver meus próprios BOs. Não teria condições de escrever sobre minha mãe, ela é tudo, ela nos criou. Mas pra nós, nascidos nos anos 70, pai era aquele que trazia o dinheiro pra casa, que resolvia todos os problemas, ou pelo menos os encaminhava. Mesmo já sendo um adulto funcional há muito tempo, quando a gente perde o pai parece que nos damos conta que é isso, vai que é sua. Um ano de sonhos e pesadelos recorrentes com ele, alguns com ele sorrindo e saudável, outros nem tão floridos. Um ano que minha relação com seres humanos mudou mais ainda, no sentido de esperar menos ou nada do próximo, com a óbvia exceção de minha família. Afinal...
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Você acredita em coincidências?

  Será que alguém ainda lê um texto com mais de um parágrafo? Por via das dúvidas, escrevo pra mim mesmo.  Primeiro parênteses: A Lei dos Grandes Números, sempre ela. Uma possível interpretação para a mesma é que, um dado fato que talvez possamos entender como coincidência, ou um sinal, na verdade nada mais é que a combinação de milhares ou milhões de observações de eventos, alguma hora iria acontecer. Deixo aqui mal explicado de propósito, pra chegar logo no tema.  Segundo parênteses: na minha vida toda, sempre que ouvi "The Sounds of Silence", da dupla Simon & Garfunkel, era tomado por um sentimento grande de tristeza. A primeira memória que tenho dessa música é ver meu pai assistindo um show deles na TV, em um sábado ou domingo de manhã. Sempre associei essa música a meu pai indo embora deste planeta, sempre. Final dos parênteses. No dia que meu pai faleceu, coube a mim ir buscar a roupa para trocá-lo, enquanto meu irmão cuidava da liberação do corpo. Não consigo i...

As pessoas mudam

  Quantas vezes já ouvi falar que as pessoas não mudam, que sua essência permanece a mesma. Pode ser em parte verdade, vejo em meus filhos agora adolescentes características que sempre estiveram lá. A doçura, a preocupação com o próximo, e isso me enche de orgulho. E de preocupação. Flashback para o passado, quando eu jogava bola na rua, e tenho pra mim que mandava melhor quando ficava com raiva. Driblava todos e fazia o gol, diz minha memória absolutamente distorcida e tendenciosa. E a raiva ainda está aqui, minha companheira assim como a dor. A dor física, resultado de tantas pancadas, e cirurgias e ossos quebrados. Infelizmente, a raiva não me leva mais a resultados tão imediatos quanto no passado irreal e simples de craque de bola da Oliveira Torres. Mas ela continua me movendo, talvez demore mais mesmo, talvez nem leve mais. Mas sou como o Bruce Banner dos Vingadores... o segredo é que a raiva está sempre aqui. As pessoas ficam mais cascudas com o tempo, essa variável que sepa...

Respeite o jogo

  Se você ainda tem condições de jogar, seja qual for seu jogo, respeite o jogo ! Muitos queriam estar em seu lugar e não podem, seja porque pararam no caminho, não se prepararam, e agora só ficam nos planos. Ano que vem vou me condicionar e voltar. Vão nada....Outros não podem porque a vida os tirou esse direito, e hoje só podem torcer, ou preferiram se afastar para não passar vontade. Por você, por estes que não podem mais, respeite seu esforço, respeite seu caminho até aqui. Respeite o jogo ! Ele te trouxe tantas alegrias e tristezas, amigos que se não fosse por ele estariam sumidos por aí, seriam só mais um contato nas redes sociais. O jogo te deu motivo pra continuar cuidando de seu corpo, te proporciona horas e horas de resenha pré e pós jogo, te faz um menino de novo, no melhor dos sentidos. Então corresponda a tudo isso, pode ser besteira para quem não está envolvido, mas para nós é a vida. Treine, faça seu melhor, trate o dia de jogo como uma batalha, uma guerra, uma celeb...

Ode aos meus companheiros de batalha

  Essa é para meus companheiros de batalha, aqueles que estiveram comigo no front. Armas em punho, dispostos a matar e morrer, por mim, por eles, por nós, por nossos objetivos. Soldados que respeitam a batalha, por mais insignificante que seja para quem está de fora, por mais importante e cheia de sentido pra quem está dentro. A eles, a tudo que aprendi e aprendo com eles, toda a minha reverência. É também a meus inimigos que travaram a boa luta com a mesma honra que nós, que perderam, como podiam ter ganho, com a mesma conduta que nós. A eles, estendo minha mão para ergue-los do chão, outras batalhas virão, talvez do mesmo lado que eu, talvez em lados opostos, talvez saiam vencedores, só talvez. Mas não dessa vez, essa foi nossa.  Aos meus inimigos velados, aqueles travestidos de companheiros com o mesmo uniforme que eu, meu total desprezo. A eles apenas desejo que o próprio tempo se encarregue de mostrar-lhes que não são como nós, nunca serão. Não terão meu ódio, não vão ocu...

A Lei dos Grandes Números

  "A  média  aritmética dos resultados da realização da mesma experiência repetidas vezes tende a se aproximar do  valor esperado  à medida que mais tentativas se sucederem. Em outras palavras, quanto mais tentativas são realizadas, mais a probabilidade da média aritmética dos resultados observados irá se aproximar da probabilidade real." No poker existe uma jogada típica que é Ás-Rei contra qualquer par, que não seja AA ou KK. Essa jogada tem praticamente 50% de chances para qualquer um dos lados. Vira e mexe acontece de perder-se três, quatro, cinco jogadas seguidas dessas, o que daria uma chance em trinta e duas, para 5 derrotas seguidas. Na vida, também acontece de tudo dar errado em sequência às vezes. E você se pergunta, quais as chances disso? Para quem acredita, castigo divino, Deus sabe o que faz, coisa e tal.... Para quem não , maré de azar. Dependendo de sua auto estima, você se sente um nada. Mas no poker, como na vida, vale a Lei dos Grandes Nú...

Marombeiros siberianos treinam de regata

  Marombeiros siberianos nunca perdem um treino. Não é qualquer tempestade de 30 cm de neve que os deixa em casa. Se preciso, levam sua própria pá e vão abrindo caminho pelas já esburacadas estradas... ou trilhos de trem... ou antigas trincheiras. Não têm rinite, sinusite, mal estar, nenhuma dorzinha chata que os façam ficar no sofá vendo Netflix e comendo pipocas dos satãs imperialistas americanos. Tratam tudo isso com uma anilha a mais de 20kg de cada lado, e um brother gritando "Força Guerreiro, mais uma pra mim!" Não tomam whey protein, pré treino, pós treino, tapioca de doce de leite, malto sabor morango. Eles sabem que nada disso funciona. Tomam ferro, na forma de pesos livres mesmo, e umas coisinhas a mais que um amigo traz do Uzbequistão. Coisa fina, com receita, Precisam estar prontos pro verão, quando fizer 0C eles poderão andar na rua sem camisa, e quem vai ser louco de falar alguma coisa? Os policiais siberianos também são marombeiros,  a única abordagem será para...