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Mostrando postagens com o rótulo Natal

Cansei de ser racional

Cansei de ser todo certinho, de pensar tudo, de ser tão racional.  Chega de achar que a meritocracia existe, que o trabalho é a chave de tudo. Chega de fazer contas, projeções, estatísticas, quantias trazidas a valor presente, pagamentos de juros e cupons. Abaixo os noticiários e os supostos especialistas, que sabem tanto ou menos que nós mesmos. Políticos eleitos com nossos votos, roubando nosso dinheiro. Ser um bom menino, comer todo o jantar para ganhar a sobremesa. Não pisar na grama, não fazer bullying, não esquecer o material escolar, não fazer malcriação pros pais. Vestir pijamas e pantufas para dormir, arrumar as almofadas e travesseiros milimetricamente na cama. Lavar a louça, lavar a roupa, pegar trânsito para ir trabalhar, trânsito para voltar, ouvir o Jornal da Manhã no rádio. Não baixar músicas ilegais, não baixar filmes nem seriados. Chega de falar mal do Trump, do Haddad, do Dória. De criticar o golpe, se foi ou não golpe, de bradar fora Teme...

Manhã de Natal Épica

Havia sido uma noite de Natal e tanto. O Papai Noel apareceu, trouxe os presentes todos, afinal eles haviam sido bons meninos o ano todo, passado de ano. Só não dormiram sozinhos todas as noites, mas ninguém é perfeito. Ficaram excitadíssimos com o bom velhinho, brincaram com os primos, correram, reclamaram do barulho dos fogos, e exaustos acabaram se rendendo ao sono. O bom de ser criança, entre outras coisas, também é o poder de teleporte, de dormir no colo do pai em um outra casa que não a sua, e por mágica acordar em sua cama apenas na manhã seguinte. O almoço seria na casa da avó, e senti-se no ar um presságio do clima de tensão que estava por vir. O barbudo tinha passado na avó também, e deixado mais pacotes. Todos devidamente desembrulhados, foi dado o início da mais épica de todas as batalhas já vistas. No início, Steve tentava se virar no modo sobrevivência do Minecraft, o que conseguiu sem maiores dificuldades, matando um zumbi aqui e outro ali. O problema começou q...

Um Conto de Natal: Lucas e o Macaco

Lucas era um menino adorável. Intenso nos sentimentos, seja de carinho ou de desgosto. Aos 2 anos de idade, Lucas ganhou um macaco do Papai Noel. Não entendeu muito bem quando aquele velhinho de vermelho entregou-lhe o pacote, mas abriu um sorrisão daqueles quando viu o que tinha dentro. Aquele macaco foi o companheiro de Lucas por praticamente toda a infância. Junto com a mãe, fazia para o macaco chapéus de garrafas pet, espadas com rolos de papel higiênico. A caixa do videogame virava a casa do macaco, ou o forte no qual ele se protegia dos invasores alienígenas. Lucas foi crescendo, virou um menino muito inteligente. Foi trocando os brinquedos por videogame, computador. Mas o macaco estava sempre por perto, sentado no sofá e assistindo tudo. Como não poderia ser diferente, Lucas tornou-se adolescente. Rebelde, reclamando de tudo, baladas, namoradas, um breve período se negando a tomar banho. E o macaco ficou esquecido no fundo de algum armário. Lucas passou na faculdade ...