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Mostrando postagens de 2026

Eleições e metáforas handebolísticas

  Todo time tem aquele cara meio estrela, já vivendo da imagem há algum tempo, que não faz nada o jogo inteiro, só corneta os colegas, a arbitragem. Aí no final, o time perdendo de 10 bolas, ele faz um golaço de ponta, com rolamento, bem plástico pra torcida ver. Gols são importantes, claro, mas por que o infeliz não jogou assim a partida inteira? Isso é o aumento do bolsa família e a proibição das bets. Final de campeonato, empate no tempo normal, empate na prorrogação, vamos para a disputa de 7 metros. Mas um time resolve que não vai disputar, e o árbitro decide que o outro time está proibido de participar também, que sentido faz arremessar no gol vazio. O outro time sabia do regulamento, assinou o mesmo, mas achou melhor não brincar no final, vai que perde. Isso é o TSE determinando que o lugar vazio do cara não pode ser mostrado na transmissão do debate. No vestiário o cara reza, prega o amor e o respeito aos adversários. Fuma seu cigarro escondido, tem uísque no squeeze, bate ...

Gente que eu admiro

  Admiro quem se recusa a cair, quem apanha da vida, não que isso não seja o esperado, se levanta, reclama um pouco às vezes, e segue em frente, sabe que as coisas são assim mesmo, e não vai desistir tão fácil. Vai insistir até conseguir fazer, ou perceber que não dava, mas vai dormir sabendo que deixou tudo na mesa (e perder o sono pensando como fazer dar da próxima). Pra não pesar a mão, um exemplo esportivo: o infeliz tá lá, perdendo de dez gols, e se joga na bola como se estivesse zero a zero, vai tentar virar o jogo até acabar o tempo.  Quase como continuação, admiro quem faz o que precisa ser feito... arrumar mais um emprego pra dar o melhor pra família, sacrificar suas próprias vontades e tempo pra cuidar da casa. Pensa menos, arruma menos desculpas, e age, mesmo que tenha que fazer tudo de novo, e de novo. Admiro quem é ponta firme com quem se importa, seja família, amigos. Qualquer coisa que você precise ele está lá.... precisa ir ao médico às 3:00 da manhã? Bora... T...

Uma mensagem pra quem perdeu alguém

  Sinto te informar, mas não vai ser fácil. Você vai lembrar dele nas mais variadas situações, boas e ruins. Vai ter sonhos e pesadelos, que talvez você queira interpretar como recados, broncas, dicas. Você vai chorar sem ninguém ver, rir do nada. E está tudo no script. Não me interprete mal, mas você está sozinho nessa. Há fases que você terá que passar, dizem os psicólogos, e ficar se lamentando não te fará bem, pelo contrário, vai te expor a ouvir coisas vazias que não quer ouvir, ou se tornar o chato que só reclama.  Por outro lado, as pessoas que realmente se importam são aquelas que sabem que não há nada dizer, e no máximo te ouvirão em silêncio. A essas que você deve ser realmente grato. Aguente firme, você vai aprender a lidar com isso. Eu sei que é muito de saudades, e muito também de ter sido exposto à sua própria finitude, e isso não é fácil. Desde sempre ouvimos falar que a vida é muito breve, aprenda de uma vez que isso é a mais pura verdade, e faça valer o tempo....

Um ano

  Um ano se passou, um ano que meu pai se foi. Um ano que tenho que aprender a conviver com o luto, um novo sentimento que vem me acompanhado desde então. Com a raiva lido bem, já era minha companheira há algum tempo, na verdade até me ajuda vez ou outra. Agora ela ganhou um companheiro. Um ano desde que caiu a ficha que estou por conta própria pra resolver meus próprios BOs. Não teria condições de escrever sobre minha mãe, ela é tudo, ela nos criou. Mas pra nós, nascidos nos anos 70, pai era aquele que trazia o dinheiro pra casa, que resolvia todos os problemas, ou pelo menos os encaminhava. Mesmo já sendo um adulto funcional há muito tempo, quando a gente perde o pai parece que nos damos conta que é isso, vai que é sua. Um ano de sonhos e pesadelos recorrentes com ele, alguns com ele sorrindo e saudável, outros nem tão floridos. Um ano que minha relação com seres humanos mudou mais ainda, no sentido de esperar menos ou nada do próximo, com a óbvia exceção de minha família. Afinal...