Todo time tem aquele cara meio estrela, já vivendo da imagem há algum tempo, que não faz nada o jogo inteiro, só corneta os colegas, a arbitragem. Aí no final, o time perdendo de 10 bolas, ele faz um golaço de ponta, com rolamento, bem plástico pra torcida ver. Gols são importantes, claro, mas por que o infeliz não jogou assim a partida inteira? Isso é o aumento do bolsa família e a proibição das bets.
Final de campeonato, empate no tempo normal, empate na prorrogação, vamos para a disputa de 7 metros. Mas um time resolve que não vai disputar, e o árbitro decide que o outro time está proibido de participar também, que sentido faz arremessar no gol vazio. O outro time sabia do regulamento, assinou o mesmo, mas achou melhor não brincar no final, vai que perde. Isso é o TSE determinando que o lugar vazio do cara não pode ser mostrado na transmissão do debate.
No vestiário o cara reza, prega o amor e o respeito aos adversários. Fuma seu cigarro escondido, tem uísque no squeeze, bate até na mãe na defesa, deixa o braço no arremesso, dá mordida de macaco, e depois do jogo se perde nos cantos escuros de Puerto Rico com companhias duvidosas. Isso é o nobre candidato participando de festinhas com prostitutas bancadas enquanto usa uma bata da Tradição, Família e Propriedade.
Essa é comum em times de escola ou de rua (sim, na minha rua tinha time de handebol): o menino ruinzinho que não joga nada, mas é filho do técnico ou do diretor, que tiveram um dia seu público. O menino destro entra na ponta direita, só está lá por motivos óbvios, mas ainda corre o risco de ganhar uma medalha se os companheiros jogarem direitinho. Isso é, bem, não precisa explicar.

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