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Estamos perdendo tempo com as coisas erradas


A vida é curta. Como diria um de minhas músicas prediletas:

"Life is too short to even care at all"

O tempo é valioso, é o recurso mais escasso que temos. 

Todos sabemos disso, dez entre dez pessoas concordarão que nossa vida é curta, e temos que aproveitar cada minuto. O difícil é fazê-lo, ainda mais que em diferentes momentos da vida estamos preocupados e interessados em diferentes coisas. A extrema ironia é que temos que aprender por nós mesmos o que vale ou não a pena, e só conseguimos isso quando já é .... tarde.
Perdemos muito tempo nos desentendendo com nossas famílias, justamente aqueles que sempre estarão lá por nós. Já fomos adolescentes rebeldes, brigamos com nossos próprios irmãos, deixamos de estar mais próximos dos familiares queridos. Até que percebemos uma hora que eles se foram.
Damos importância demais em estar no controle, em planejar os próximos passos, em ter uma carreira de sucesso, em trabalhar horas a fio, até percebemos que nesse meio tempo nossos filhos cresceram, e nem estávamos lá pra ver. E o tal controle nunca existiu, percebemos tarde demais que somos meras marionetes.
Somos prepotentes e cobertos de razão, perdendo a chance de aprender com todos que cruzam nossos caminhos. Sim, é outro clichê, mas todos tem algo a aprender e a ensinar. 
Descuidamos de nosso corpo e nossa mente, deixando para o mês que vem aquela academia ou aquele curso de inglês.  Quanto mais esperamos, mais difícil fica, a quantidade de amanhãs vai diminuindo.
Nos importamos e gastamos nossa energia com o que os outros pensam, como se fizesse alguma diferença. Pessoas pequenas sempre pensarão e espalharão algo ruim de nós, tenham eles razão ou não. Imagens pré-estabelecidas serão promovidas a verdades eternas, tenhamos mudado ou não. 
Buscamos a tal felicidade como algo constante e tangível, quando na verdade essa é apenas a coleção de pequenos e inesquecíveis prazeres.
Desperdiçamos chances valiosas de estar perto de quem amamos, e de quem nos ama, muitas vezes por motivos totalmente irrelevantes. Momentos que não se recuperam, que deveriam ter sido valorizados, intensos ou sublimes, porém igualmente primeiros e únicos.

Vamos deixando para amanhã, empurrando com a barriga. A barriga vai crescendo, e tudo vai parecendo que foi ontem. Enquanto isso, os "ontems" vão se acumulando. 


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