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A interpretação dos muitos mundos




Em um post anterior (este aqui), havia escrito sobre a dualidade da energia como partícula e onda, e como esse conceito nos mostrava que, o comportamento da matéria variava de acordo com uma probabilidade e de acordo com a presença de um observador. Do ponto de vista filosófico, dado que o pensamento é eletricidade, poderia-se ser questionado o conceito de livre-arbítrio, como se nossos atos estivessem condicionados à presença de um observador externo ou de probabilidades, determinando o destinos desses pensamentos,
Uma outra interpretação da mecânica quântica é a Interpretação dos Muitos Mundos, elaborada inicialmente por Hugh Everett. Segundo sua interpretação, a dualidade onda-partícula não é gerida por valores probabilísticos, e sim todos os eventos ocorrerão em muitos, ou infinitos, mundos paralelos.
Como seus pensamentos nada mais são do que impulsos elétricos percorrendo seus cérebros,o comportamento dessas cargas não mais respeitariam probabilidades, e sim existiriam simultaneamente em mundos paralelos.
Em um mundo aquela sua vontade de xingar o chefe realmente ocorreu, e você acabou sendo demitido. Isso se não estivesse no mundo em que a vontade dele te mandar embora não ocorreu, e ele acabou te promovendo. Os filmes De Volta para o Futuro, MIB 3, Efeito Borboleta, de uma forma ou outra já exploraram esse conceito.
Então, você pode escolher: ou o que você pensa é fruto de um observador externo e de probabilidades, ou você simplesmente está no mundo em que apenas uma das possíveis combinações de suas escolhas te trouxe, e existem milhares de outros você por aí.
As implicações na Religião e Filosofia são de tirar o sono de qualquer um que pense a respeito. Sono que anda me fugindo ultimamente, mas esse é assunto para outra oportunidade.


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