Pular para o conteúdo principal

Postagens

Greve dos caminhoneiros: algumas coisas pra você pensar antes de sair falando groselhas por aí

O Brasil é importador líquido de combustíveis, ou seja, compra mais combustíveis de fora que vende. Dessa forma, fica sujeito às variações de preços no mercado internacional, e também à variação cambial. Ah, mas por que não se investiu em mais infraestrutura e refinarias ? Perguntem isso todos os governos anteriores: da ditadura militar, Itamar, Collor, FHC, Lula e Dilma. Todos são responsáveis. A matriz de transporte brasileira deveria ser baseada mais nas ferrovias e hidrovias. Sim, vide item acima, e coloque o JK na conta também. A curto e médio prazo, infelizmente, nada pode ser feito. Nos governos petistas, ordenou-se que a Petrobras não repassasse esses valores de variação global de preços. Isso, mais a roubalheira do petrolão, transformou a Petrobras na maior devedora do mundo. Então o Temer é um pobre coitado, que está só herdando a bagunça do PT? Não, o Temer era vice da Dilma, e o MDB sempre esteve no governo, aliás eles vivem disso, Logo, o cara tá enfiado até o pes...

Carpe Diem - Mais uma bacana de Walt Whitman

Carpe Diem  Do not let the day end without having grown a bit, without being happy, without having risen your dreams. Do not let overcome by disappointment. Do not let anyone you remove the right to express yourself, which is almost a duty. Do not forsake the yearning to make your life something special. Be sure to believe that words and poetry it can change the world. Whatever happens, our essence is intact. We are beings full of passion. Life is desert and oasis. We breakdowns, hurts us, teaches us, makes us protagonists of our own history. Although the wind blow against the powerful work continues: You can make a stanza. Never stop dreaming, because in a dream, man is free. Do not fall into the worst mistakes: the silence. Most live in a dreadful silence. Do not resign escape. "Issued by my screams roofs of this world," says the poet. Rate the beauty of the simple things. You can make beautiful poetry on little things, but we ca...

O futuro chegou ... e não sei se estou gostando

Vejo na mesa em frente do restaurante crianças silenciosas. Acho estranho, e quando olho mais de perto, percebo que estão todas debruçadas sobre os celulares ou tablets, jogando e assistindo videos do Youtube. Os pais? Os pais estão fazendo o mesmo, teclando em redes sociais ou respondendo e-mails. Até pouco tempo atrás, não havia como estar conectado o tempo todo, e nada era tão importante que não pudesse esperar a próxima segunda feira. E as crianças choravam, davam risada, ou andavam por aí, com os pais atrás. O grupo de meninas adolescentes comemora o aniversário de uma delas. Todas conversam animadamente e tiram fotos, fazendo biquinho para a câmera. Conversam pelos smartphones, se vem pelas fotos no Instagram. Na época das fotos de papel, tínhamos que esperar semanas até as fotos serem reveladas, e até lá, víamos o mundo com nossos próprios olhos. Na corrida de carros, gráficos com rotações, velocidade, mistura de combustível, controle de tração, de largada, de estabi...

Raiva

Tem dias que você não quer saber de bons modos, de falar bom dia a todos, de dar passagem no trânsito para quem quer mudar de faixa. Que você não quer saber de auto-ajuda, que se alguém te pedir calma você fica mais irritado ainda, que você quer socar quem te fala que tem que pensar positivo, que assim só coisas boas virão. Saber que se tem algo que te incomoda, então tem que fazer algo a respeito, traçar um plano de longo prazo... mas naquele dia, só naquele dia, você preferia mesmo resolver tudo na porrada, na ignorância, mesmo que seja para se arrepender depois. Tem vontade de mandar calar a boca todos aqueles que têm aquele papinho falso, hipócrita. Aqueles que apenas fingem se importar com você, ou com qualquer coisa que seja. Quer maldizer a vida, suas escolhas, os acasos que nunca parecem bons o suficiente. Você só quer ficar o dia inteiro em seu mundo, com os fones de ouvido ligados no máximo, só as músicas mais nervosas. Olhar todos com cara feia, pra ninguém se ...

Stephen Hawking não morreu

Stephen Hawking não morreu. Ele simplesmente se cansou de ficar imóvel naquela cadeira de rodas high tech , e resolveu ir curtir a vida. Fazia já um tempo que ele tinha descoberto como viajar pelos buracos de minhoca, aqueles mesmo que em teoria nos fariam dobrar o espaço-tempo. Foi pro futuro, transportou sua mente para um corpo novo em folha, e resolveu que iria a partir daquele momento treinar para fazer triatlo, um Ironman talvez. Entrou no crossfit , e se tornou o novo guru dos suplementos alimentares, fez comerciais para a Polishop e tudo mais. O velho Stephen não morreu. Só enjoou de ser o gênio de plantão. Ser o nerd do planeta pode demandar bastante da gente. Steph, como gostava de ser chamado, resolveu zarpar para um universo paralelo onde ele tinha 2,00m de altura, saradão e boa pinta, capitão do time de futebol americano da faculdade. Saiu com todas as garotas que teve chance, foi jogar na liga profissional, onde acumulou punições por mau comportamento, e dólare...

O sorriso mais triste

Vovô Luke era uma figura e tanto. Lá pela casa dos setenta e tantos anos, quase oitenta, mantinha uma vida de dar inveja a muito garotão de sessenta. Tinha acumulado o suficiente para viver uma aposentadoria tranquila em seu rancho em Kansas. Passava o dia cuidando dos bichos e da pequena horta que cultivava, sem o menor jeito para a coisa. Era a maior horta de plantas mortas da região. Um de seus passatempos prediletos era dar conselhos e contar estórias nada politicamente corretas para seus dois netos, já adolescentes. Frequentemente os netos passavam dias por lá, só pra ver as moças indo toda arrumadas para a escola dominical, na capela do reverendo McArthur, e pra ouvir seu avô meio maluco contar o que fazia na idade deles. Luke era um senhor com o físico bem em forma para sua idade, e despertava olhares cobiçosos das senhoras nos bailes beneficentes da região, onde era presença mais que constante e especial. Havia perdido sua esposa anos atrás, de uma terrível doença, e de...

O dia que o Skylab caiu

O ano foi 1979 ... Não, eu não lembrava exatamente da data, só descobri agora há pouco, quando fui pesquisar no Google. Mas o pavor .... este sim, foi real. Para quem é muito jovem, e não viveu este momento tão singular de minha infância, explico-me nos parágrafos a seguir. Lá pelos idos dos anos 70, não existia Internet, nem TV a cabo, blogs, canais do Youtube, Netflix. Existiam o bom e velho jornal impresso em papel (preto e branco, diga-se de passagem), as revistas, e o Jornal Nacional, com o Cid Moreira e o Sergio Chapelin. Além disso, a molecada gostava mesmo era de brincar na rua. Não tínhamos videogames de última geração, nem nada de bom pra assistir na TV. Então era o tempo inteiro fora de casa... Essa harmoniosa rotina foi quebrada quando, certo dia, aquela musiquinha terrível que ainda existe na Globo tocou, indicando que um boletim extraordinário do plantão do Jornal Nacional estava por vir. E a notícia não poderia ser pior: o Skylab estava reentrando na atmosfer...