Pular para o conteúdo principal

Quando os clichês não funcionam, ou Sua avó já fez muita besteira.



Vamos supor por absurdo que alguém está lendo esse modesto texto. E que esse alguém o está degustando ao lado de sua amada avó. Essa senhora quase angelical, que cuidou de sua mãe, de você, e quiçá até de seus filhos, já fez muita besteira na vida. Já aprontou horrores, já teve pensamentos impublicáveis, que faria corar o próprio Marquês de Sade. Por algumas besteiras, pagou o preço. Em outras tantas vezes, ela se ferrou por coisas que não fez, que na verdade nem sabe bem o que aconteceu. Nem sempre se arca com as consequências apenas de suas próprias escolhas.

O ser humano é dotado de compaixão, Em estudos com bebês que ainda nem sabem falar, demonstrou-se que eles torcem pelos bonzinhos e se solidarizam com as vítimas. E existem pessoas difíceis, e livros de auto ajuda ensinando como conviver e trabalhar com elas. Porém, existem pessoas do mal. Para essas, não há compaixão, não há querer o bem do próximo, ou ao menos não querer o mal. Não é uma questão dos fins justificarem os meios, mas sim do meio ser o próprio fim, que é ferrar alguém. Quanto mais maquiavélico melhor. Esse tipo de gente só toma jeito na porrada, seja ela jurídica, moral. financeira, ou física mesmo.

A felicidade só depende de você, tenha pensamentos felizes. A não ser naqueles dias que você sente que no caminho algo não deu certo. Você tem vontade de sumir para algum lugar onde ninguém te conhece. "Sr. Fulano ? Nunca ouvi falar!". Dá aquela angústia, aquele desespero. Ok, não está rolando, você pensa. Vamos voltar o jogo do último checkpoint, e começar de novo. Tem coisas que simplesmente não tem solução. É como se a vida fosse um Roda a Roda Jequity gigante, te mandando uns "Passa a Vez" de vez em quando.

Ser uma pessoa de sucesso é fácil, você só precisa amar o que faz. Mas o que eu amo fazer? E mesmo amando, isso é garantia de sucesso? Se dar bem é uma função de esforço, talento, e acaso. Há muita gente esforçada e talentosa, sem sorte. E outras que ralaram bem menos, mas estavam na tal hora certo e no lugar certo. O acaso pode ter um peso muito grande na conversa toda, para cada milionário e sua história linda de superação, suas dicas de como chegar lá, seus hábitos de sucesso, existem uns cem que fizeram exatamente as mesmas coisas ou até mais, mas aquele empurrãozinho do destino em algum momento chave de suas vidas profissionais não rolou. Sem falar naqueles amigos ou parentes de alguém especial, que só precisaram ter nascido.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você acredita em coincidências?

  Será que alguém ainda lê um texto com mais de um parágrafo? Por via das dúvidas, escrevo pra mim mesmo.  Primeiro parênteses: A Lei dos Grandes Números, sempre ela. Uma possível interpretação para a mesma é que, um dado fato que talvez possamos entender como coincidência, ou um sinal, na verdade nada mais é que a combinação de milhares ou milhões de observações de eventos, alguma hora iria acontecer. Deixo aqui mal explicado de propósito, pra chegar logo no tema.  Segundo parênteses: na minha vida toda, sempre que ouvi "The Sounds of Silence", da dupla Simon & Garfunkel, era tomado por um sentimento grande de tristeza. A primeira memória que tenho dessa música é ver meu pai assistindo um show deles na TV, em um sábado ou domingo de manhã. Sempre associei essa música a meu pai indo embora deste planeta, sempre. Final dos parênteses. No dia que meu pai faleceu, coube a mim ir buscar a roupa para trocá-lo, enquanto meu irmão cuidava da liberação do corpo. Não consigo i...

O consumo de sorvete e os afogamentos

Muito cuidado precisa ser tomado ao se analisar pesquisas e manchetes de jornais que associam alguma coisa a outra. Explico-me: quando lemos na internet que, por exemplo, comer vegetais faz a gente viver mais, é preciso ser crítico ao entender como se chegou no resultado, ou se apenas estão querendo chamar sua atenção com a manchete (como eu tentei fazer, inclusive). Quando estudamos duas variáveis, e percebemos que o movimento de uma acompanha o da outra, diz-se que as variáveis são correlacionadas. Por exemplo, em dias de maior número de afogamentos nas praias os vendedores de picolés também faturam mais. Isso quer dizer que sorvetes podem fazer você se afogar? Ou que as pessoas que estão acompanhando o resgate se entretém tomando um picolé? Para esse exemplo, é fácil perceber que em dias quentes tem mais gente nas praias, que tomam mais sorvete, e que também infelizmente acabam se afogando mais. Mas tomem a notícia abaixo: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/ma...

Um ano

  Um ano se passou, um ano que meu pai se foi. Um ano que tenho que aprender a conviver com o luto, um novo sentimento que vem me acompanhado desde então. Com a raiva lido bem, já era minha companheira há algum tempo, na verdade até me ajuda vez ou outra. Agora ela ganhou um companheiro. Um ano desde que caiu a ficha que estou por conta própria pra resolver meus próprios BOs. Não teria condições de escrever sobre minha mãe, ela é tudo, ela nos criou. Mas pra nós, nascidos nos anos 70, pai era aquele que trazia o dinheiro pra casa, que resolvia todos os problemas, ou pelo menos os encaminhava. Mesmo já sendo um adulto funcional há muito tempo, quando a gente perde o pai parece que nos damos conta que é isso, vai que é sua. Um ano de sonhos e pesadelos recorrentes com ele, alguns com ele sorrindo e saudável, outros nem tão floridos. Um ano que minha relação com seres humanos mudou mais ainda, no sentido de esperar menos ou nada do próximo, com a óbvia exceção de minha família. Afinal...