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Postagens

Cloroquina e impactos na Ecomomia: desculpe, não sei opinar

Considero-me uma pessoa razoavelmente curiosa, que gosta de entender o que estou lendo, saber quem escreveu, quais as fontes. Só pra não sair repetindo besteiras por aí. Eu não sou médico. Tenho amigos e familiares médicos, converso com eles a respeito da tal da cloroquina. Sei que está sendo ministrada em doentes graves da Covid-19, juntamente com antivirais e antibióticos. Parece que a terapia funciona pra alguns casos, não se sabe ainda. E como se descobriria? Ah, a tal estoria de causalidade e correlação: teriam que ser feitos estudos com um número grande de pacientes, de condições físicas semelhantes, com acesso a hospitais semelhante, e dar para os diferentes grupos diferentes tratamentos. O número de pacientes deve ser grande o bastante para ser estatisticamente relevante, e tudo isso leva tempo. Dessa forma, agora seria leviano falar se o tratamento funciona ou não, se as pessoas que melhoram o fazem por conta do tratamento, ou se melhorariam de qualquer forma.  Ahh...

Efeito borboleta

Num canto de cá desse mundão de Deus, Fernanda queria ampliar o restaurante. Havia aberto há pouco tempo, no centro da cidade, mas sua comidinha caseira caiu tão rápido no gosto do pessoal que as mesas viviam lotadas. Fez um empréstimo bacana no banco, contratou a mão de obra, comprou o material. Queria continuar a atender, mas seu sócio a convenceu a fechar a cozinha por um tempinho, duas ou três semanas no máximo. O movimento que teria depois os fariam recuperar o tempo fácil fácil. Lá pros lados de lá, Josualdo fazia seu crossfit. Ele adorava crossfit, contava pra todo mundo que fazia crossfit, tinha camisetas de crossfit, fazia postagens de crossfit. Enfim, um crossfiteiro padrão.  Josão, como era conhecido, vinha de família rica, e teve uma ideia genial. Ia começar a comprar equipamentos pra galera (uhu!) fazer seu crossfit dentro de casa, quando não estiverem no box contando push-ups. Papai conhecia um cara que conhecia um cara que podia trazer as coisas por um preço ba...

Quem você chama quando a coisa aperta?

Jogo acabando, empatado, aquela pressão, torcida em cima. Quem você coloca em quadra? O cara casca grossa, que passou a vida treinando, pronto praquele momento? O cara que vai guardar a bola lá na gaveta, que vai segurar a bronca na defesa, ou o outro que só sabe falar, se vangloriar, mas na hora afina? Prazos acabando, tudo pra hoje. Você conta com o ponta firme que vai tentar entregar, independentemente da situação, ou o reclamão com título bacana no Linkedin, títulos e certificações, mas que vai embora assim que der seu horário? Situação hipotética: Pandemia global, mortos e infectados aos montes prestes a chegar. Você ouve aqueles que estudaram, que pesquisaram, que passaram anos e anos nos livros, ou o capitão que diz que é histeria, que nem é tudo isso, que está suave?  Você vai confiar em quem arrisca a vida pra te salvar, ou em quem fala que é tudo uma conspiração chinesa pra dominação do mundo?  Quem recomenda ficar em casa, se resguardando ou cuidan...

A gente não cresce

Dia desses estava tomando banho, e uma aranha apareceu no banheiro. Não pensei em matá-la, não fiquei curioso de como ela teria entrado, nem preocupado se ela era venenosa. Mas não consegui evitar de começar a cantar .... "a dona aranha, subiu pela parede, veio a chuva forte..." . E taquei água nela. No primeiro dia de aula de meu pequeno, a professora pediu pras crianças sentarem com as pernas cruzadas.... ué, o que vem depois ? "Borboletinha, tá na cozinha..." Eu só pensei, teve uma criança que verbalizou. Maldita, roubou minha ideia ... Quando vamos ao cinema e chegamos em cima da hora, logo penso que a família ao lado vai assistir o mesmo filme, e entro numa corrida imaginária pra ver quem chega primeiro pra comprar os últimos ingressos. De vez em quando jogo videogame com meu irmão... NBA 2K19. Pouco importa quem ganha, mas a narração e a análise da peleja, isso sim, vale ouro. Lakers clássico contra os Bulls.... Ou Celtics. Não posso ver uma loja...

Faça algo

Uma estória que pode ou não ter acontecido... Sábado, fim de tarde, começo de noite. O morador escuta, da janela de sua casa, uma criança gritando. Não dá bola no começo, crianças gritam o tempo todo, não é verdade? Liga o chuveiro, só pra logo em seguida ter que desligar. A criança grita de novo... "Papai, mamãe. cadê vocês?". Deve ser uma criança perdida, ou até fazendo birra. Por via das dúvidas, se enrola na toalha e vai para o outro cômodo, de frente para a rua. "Por favor, alguém me ajude!!!". Ele se arrepia todo, e sai, para a casa de onde imagina estarem vindo os gritos. Chama, mas ninguém atende. No imóvel ao lado, um estabelecimento comercial ainda aberto. Ele pergunta aos funcionários se estão ouvindo também , eles dizem que sim, mas não fazem nem fizeram nada. Idem para o segurança de um restaurante do outro lado da rua. Ele volta ao portão da casa suspeita, chama de novo, e desta vez um menino responde bem baixinho que não precisa de nada. ...

As piores maldades estão nos menores frascos

Não, você não matou ninguém. Nunca faria mal a uma mosca, é o que todos dizem. Não assaltou, não desviou dinheiro da merenda das crianças, trata bem sua família e seus filhos, tem um emprego decente, cumpre suas obrigações. Não agrediu ninguém, não estuprou, até que é agradável com todos ao redor. Todos nós somos. Porém, quando você era só uma criança, se juntou aos outros coleguinhas para atormentar aquele outro que só era diferente. Você não estranhou que ele nunca mais foi visto na escola? Pois é, de tanto ele chorar ao chegar em casa, os pais o trocaram de lugar. Crianças podem ser tão cruéis. Mais tarde, no almoço da firma, inocentemente comentou da roupa da colega, tão fora do padrão. Não que você fosse de reparar, cada um faz o que quer, mas esse decote não pode ser apropriado ao ambiente corporativo. Sem falar que ela tem ido almoçar muito com aquele moço da outra área, ainda mais ambos sendo casados... Não que seja da sua conta, né ? Sabia que o boato se espalhou, ch...

O urso polar

Nascido em uma bela ilha do Mar de Barents, teve todo o carinho da mãe, e proteção do pai. Juntamente com o irmão, gente boa porém muito arteiro, passava o dia brincando e praticando as habilidades que seriam necessárias para a sobrevivência futura.  O primeiro choque veio quando o pai se foi, tinha saído pra buscar um leão marinho de café da manhã, e nunca mais voltou. A mãe fazia o que podia, mas logo se foi também. Ficou sozinho com o irmão, já era tempo de se virarem sozinhos.  Isso não chegou a ser um problema, já se mostrava um macho atlético e vigoroso. Encontrou uma bela região para chamar de sua, aquele marzão congelado todo era o limite. Não demorou até expulsar o irmão, ursos caçam sozinhos.  Cresceu, tornou-se o macho dominante da região. Não lhe faltavam comida, lugar pra ficar, parceiras. Afastava invasores apenas se levantando e mostrando os belos dentes, metia medo. Teve filhotes, esposas, mas não se apegou a nada ou ninguém. A cada novo verão, ...