Pular para o conteúdo principal

Ajuda aí, Justiça


Andei falando dia desses que essa crise política toda, os casos de corrupção descobertos, e os que ainda estão por vir, farão do país um lugar melhor. Otimista ... Pelo menos a próxima geração de corruptos, digo, políticos, pegaria mais leve na roubalheira.
Mas aí vem uma série de notícias que nos levam a crer que o pessoal de cima, seja do Legislativo, Judiciário ou Executivo, está tirando uma com nossa cara. Só pode ser, eles devem se reunir e bolar um plano pra nos fazer de otários, e depois ficam vendo o noticiário e rindo. Se bem que muitas vezes nos fazemos de otários sozinhos, não?

O cara governa o país por oito anos, monta o esquema para não mais governar e aproveitar pra roubar, e sim simplesmente roubar, nem se preocupando o mínimo com o tal do bem público. Acaba com a economia, com uma das dez maiores empresas do mundo, e ainda assim está livre por aí, posando de mártir ... e tem (muita) gente querendo eleição diretas pra colocar o bandido de volta no Planalto.

A sucessora também rouba, fica famosa por falar besteiras colossais, tenta dar um cargo pro amigão não ser preso. E quando saem com ela, acusa o mundo de golpe.

O queridão entrou como vice, e tenta convencer a todos que o Caixa 2 da campanha foi só da companheira de chapa, que ele não tem nada a ver com isso. É pego em gravações, manda o amigo receber a maleta de dinheiro, e ainda governa o país.

O cara que vai buscar a mala até vai preso, mas depois vem o STF e solta ele... não antes de pedir pra não cortarem a cabeleira dele.

O senador que antes era a solução, mostra-se tão corrupto quanto... Famoso pela carreira, também é gravado dizendo que algo precisa ser feito a respeito dessa tal Lava Jato. Mas o STF acha que não, que há de se respeitar a carreira do nobre colega, e volta ao Senado Federal...

E a alternativa ao barbudo nas próximas eleições parece ser um cara cujo discurso prega a homofobia, a intolerância religiosa, o racismo. 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Você acredita em coincidências?

  Será que alguém ainda lê um texto com mais de um parágrafo? Por via das dúvidas, escrevo pra mim mesmo.  Primeiro parênteses: A Lei dos Grandes Números, sempre ela. Uma possível interpretação para a mesma é que, um dado fato que talvez possamos entender como coincidência, ou um sinal, na verdade nada mais é que a combinação de milhares ou milhões de observações de eventos, alguma hora iria acontecer. Deixo aqui mal explicado de propósito, pra chegar logo no tema.  Segundo parênteses: na minha vida toda, sempre que ouvi "The Sounds of Silence", da dupla Simon & Garfunkel, era tomado por um sentimento grande de tristeza. A primeira memória que tenho dessa música é ver meu pai assistindo um show deles na TV, em um sábado ou domingo de manhã. Sempre associei essa música a meu pai indo embora deste planeta, sempre. Final dos parênteses. No dia que meu pai faleceu, coube a mim ir buscar a roupa para trocá-lo, enquanto meu irmão cuidava da liberação do corpo. Não consigo i...

O consumo de sorvete e os afogamentos

Muito cuidado precisa ser tomado ao se analisar pesquisas e manchetes de jornais que associam alguma coisa a outra. Explico-me: quando lemos na internet que, por exemplo, comer vegetais faz a gente viver mais, é preciso ser crítico ao entender como se chegou no resultado, ou se apenas estão querendo chamar sua atenção com a manchete (como eu tentei fazer, inclusive). Quando estudamos duas variáveis, e percebemos que o movimento de uma acompanha o da outra, diz-se que as variáveis são correlacionadas. Por exemplo, em dias de maior número de afogamentos nas praias os vendedores de picolés também faturam mais. Isso quer dizer que sorvetes podem fazer você se afogar? Ou que as pessoas que estão acompanhando o resgate se entretém tomando um picolé? Para esse exemplo, é fácil perceber que em dias quentes tem mais gente nas praias, que tomam mais sorvete, e que também infelizmente acabam se afogando mais. Mas tomem a notícia abaixo: http://www.minhavida.com.br/bem-estar/ma...

Um ano

  Um ano se passou, um ano que meu pai se foi. Um ano que tenho que aprender a conviver com o luto, um novo sentimento que vem me acompanhado desde então. Com a raiva lido bem, já era minha companheira há algum tempo, na verdade até me ajuda vez ou outra. Agora ela ganhou um companheiro. Um ano desde que caiu a ficha que estou por conta própria pra resolver meus próprios BOs. Não teria condições de escrever sobre minha mãe, ela é tudo, ela nos criou. Mas pra nós, nascidos nos anos 70, pai era aquele que trazia o dinheiro pra casa, que resolvia todos os problemas, ou pelo menos os encaminhava. Mesmo já sendo um adulto funcional há muito tempo, quando a gente perde o pai parece que nos damos conta que é isso, vai que é sua. Um ano de sonhos e pesadelos recorrentes com ele, alguns com ele sorrindo e saudável, outros nem tão floridos. Um ano que minha relação com seres humanos mudou mais ainda, no sentido de esperar menos ou nada do próximo, com a óbvia exceção de minha família. Afinal...