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Olimpíadas, política e economia: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa


Goleira angolana Ba, queridinha da torcida


A cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro foi uma beleza. Todos elogiaram, muito por ter sido bacana mesmo, emocionante até, e muito porque, cá entre nós, as expectativas não eram lá muito grandes.
Principalmente nas TVs abertas, onde a abertura foi transmitida como se fosse um desfile de escolas de samba, não faltaram odes à capacidade brasileira de organizar um evento dessa magnitude, ao talento brasileiro de superar dificuldades. O Brasil tem jeito ! 

Menos né? Bem menos ! 

Assim que começam a chegar as poucas medalhas, se repetirá o mantra da capacidade do povo guerreiro, que não desiste nunca. Seremos sim, o país do futuro.

Uma coisa é o esporte, com suas bonitas histórias de quem conseguiu chegar lá, invariavelmente com muito esforço e dedicação. Mas vejam, isso não é apenas aqui no Brasil, mas no mundo inteiro. Qualquer medalhista, de qualquer país, com ou sem incentivos, apoio, etc., ralou muito, passou a vida treinando pra isso.
O sucesso esportivo não tem nada a ver com o futuro político e econômico nacional. Nada ! De fato, vira e mexe vê-se o reflexo da ridícula situação do país na organização do evento, como nas inacreditáveis filas para conseguir bebidas e alimentos nos parques esportivos, a dificuldade de transporte, as obras super faturadas e mal-feitas.
Mas quando começa, tudo isso é relevado, afinal o que vale é o que acontece dentro das quadras, pistas, piscinas. Numa olimpíada, enfim, é isso que interessa. Não apenas a vitória, também a confraternização entre times e torcidas.

Vai Angola ! 

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