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Os absurdos que se cometem em nome da religião


O mundo não tem mais jeito? Na verdade, nunca teve. Desde que os tais dos homo sapiens apareceram, mata-se quem é diferente. No começo era uma vantagem evolutiva, pois a comida era escassa e a tribo que podia mais, comia mais também. 
Com o tempo, a criação de Estados fortes e centralizados, com regras, diminuiu essa matança a ponto de possibilitar a evolução de tecnologias que nos fizeram o que somos hoje. Mas sempre com fortes mecanismos de proteção do grupo. Desconfio que esse instinto de repudiar o diferente ainda esteja em nossos genes, precisando ser controlado, dado que não tem lá mais tanta utilidade.
Matar e fazer guerras em nome da religião é prática comum desde que o mundo é mundo. Nas Cruzadas, as tropas cristãs invadiram a Terra Santa, a Palestina, então ocupada pelos turcos muçulmanos. Por sua vez, os próprios muçulmanos já haviam tempos antes partido em expedições para matar e conquistar terras de infiéis. 
Na Inquisição, a Igreja Católica queimava bruxas. Até pouco tempo atrás, o IRA queria separar a Irlanda do Norte, católica, do restante do Reino Unido, protestante, morrendo muita gente no processo. Pelas bandas de cá, apedrejam-se crianças no caminho de cultos do candomblé.
Na história mais recente do Oriente Médio, tivemos os talibãs, fundamentalistas islâmicos, e agora o EI, Exército Islâmico, que vem cometido atrocidades como os atentados em Paris, o avião russo derrubado, e tantos outros, basta uma busca rápida no Google para achar mais, bem mais.
Pois bem, não é difícil entender o fenômeno. Os caras têm uma interpretação extremamente literal do Alcorão, onde o fim está chegando, e nesse meio tempo eles devem matar todos os infiéis que puderem. Usam as redes sociais para fazer sua propaganda, e acham nas periferias das próprias cidades europeias seus maiores alvos: filhos de imigrantes muçulmanos, discriminados, sem emprego e sem perspectivas.
Entre ficar nessa vida miserável que vivem, e a promessa da vida eterna com várias virgens à disposição  (sei lá se seria uma boa), alguns acabam escolhendo servir a Alá, se explodindo e levando centenas de infiéis consigo.
A solução ? Não existe, sempre foi assim, e sempre será. O ponto é tentar conviver, entender os motivos das adesões a esses grupos radicais, cortar suas linhas de investimento. 
Deus, a uma hora dessas, deve estar torcendo para acabarem com essa tal de religião. Se Ele é um só, por que cada um não reza por si, ao invés de se organizarem em tantas crenças com tantos nomes diferentes. Com certeza, muitas mortes seriam evitadas.

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