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Sonhos... ou o recado que quero deixar a meus filhos

Se eu pudesse deixar apenas um conselho para os meus filhos sobre seu futuro profissional, deixaria na verdade três. O primeiro na verdade vale para tudo na vida, e não poderia ser mais clichê: Persigam seus sonhos! Nunca deixem que ninguém diga que algo é impossível, que não dá dinheiro, que nunca ninguém conseguiu fazer nada parecido antes. Se esforcem ao máximo pra conseguirem o que querem, nem que seja pra depois perceber que não deu mesmo, mas que pelo menos deram seu melhor.  Meu sonho era ser jogador de futebol e conhecer muito lugares viajando pra jogar. Consegui viajar bastante pra jogar com o handebol, não virei um craque nem jogador de seleção, mas me diverti horrores tentando. E para todas as profissões, há lugar e dinheiro para profissionais capacitados, interessados, bons naquilo que fazem e apaixonados. Tenho tremendo orgulho de meus irmãos, e de amigos que amam seus trabalhos, e que ralaram muito pra chegar onde estão.E orgulho de quem está encontrando s...

Por que não existem bancos na França

John Law ... esse é o nome do cara, um dos mais perspicazes economistas da História. Nascido na Escócia, em 1671, era exímio jogador, dominando como poucos a arte de cálculo das probabilidades. Desde pequeno foi educado na arte das finanças, assumindo os negócios de seu pai com apenas 14 anos. Mas largou tudo para ir para Londres, ganhar uma verdadeira fortuna no jogo, e para perseguir seu segundo vício, as mulheres. E foi em Londres que se envolveu em um duelo por uma bela donzela, ou nem tanto. Matou seu oponente, mas teve que fugir para a França, acusado de assassinato. Na França, encontrou um país estagnado, com escassez de moeda e de trocas comerciais. E teve a oportunidade de colocar em prática seu famoso Sistema. Segundo Law, o dinheiro em si não constituia riqueza, e era um mero modo de troca. Por conta desse ideia, e por sua amizade com Felipe, o regente na época, assumiu as dívidas da França e começou um banco, que emitia papel com valor de dinheiro, em troca da confi...

O dia que Lula matou um adolescente idealista

Ano de 1989. Estava no 3o colegial, estudando em um colégio de padres extremamente rigoroso, onde o ato de rebeldia mais comentado de nossa turma havia sido não subir para a aula depois de um bedel ter chamado um aluno de "neguinho". Nesse contexto, aconteceria a primeira eleição para presidente depois de muitos anos. O voto era opcional para cidadãos entre 16 e 18 anos. Eu, com 17 anos, fui obviamente tirar meu título de eleitor. Ainda era idealista, achando que podia mudar o mundo, todos esses clichês. E votei no Lula, um ex-operário que pregava o socialismo, a igualdade de classes. Pertencente ao PT, partido fundado por trabalhadores e intelectuais, que se orgulhava de ser um partido diferente, ético. Fiz boca de urna, debatia política na escola, fui ser fiscal da contagem de votos.  A derrota para Collor, e as condições em que a mesma ocorreu, com o tal debate final e a suposta edição tendenciosa da TV, só reafirmaram minha simpatia por Lula e pelo PT. Três el...

Todo mundo tem seu outro lado

Já dizia o comercial do BlackBerry, todo mundo tem seu outro lado, aquele que não se vê no dia a dia. O meu outro lado é ser um trabalhador, todo dia no escritório... O meu lado "A" é esse abaixo:

São todos uns corruptos, menos nós mesmos

No trânsito, andamos pelo acostamento quando a estrada está lotada, oferecemos uma coisinha ao guarda para aliviar a multa, procuramos uma auto escola que dá um jeito naqueles pontos a mais na carteira...Cobramos dos motoristas uma taxa pra cuidar do carro deles na rua... Compramos produtos piratas, damos um jeito de sonegar um imposto ou outro, fazemos um gato pra ver TV a cabo, ou pagamos o instalador pra puxar aquele ponto extra esperto... Damos uma caixinha pro garçom daquela festinha nos atender de forma, digamos, mais atenciosa. Se não temos reserva no restaurante, chamamos o maitre de lado para oferecer um cafezinho... Em nossas construções, pagamos ao fiscal para fazer vista grossa praquele andar irregular, aquele puxadinho... Se somos empresários de grandes empreiteiras, contribuímos com as campanhas de todos os candidatos, para depois poder cobrar algum tipo de favorecimento... Desmatamos e depois queremos anistia. Se nos pegarem, não custa nada chamar o cara do I...

Top Sundae: onde a Neurociência encontra a Economia

Nossos antepassados passavam por maus bocados para conseguir o que comer. Vivendo lá nas cavernas, sair pra caçar era sempre uma aventura de onde nem sempre se voltava com vida, e não havia lá muitos vegetais para serem colhidos. Nesse contexto, quando se conseguia caçar um apetitoso e gordurento animal, a estratégia era comer até não poder mais. Os magrinhos que possuíam o gene da saciedade rápida já haviam sido deixados de lado pela seleção natural, não era vantagem comer só um bocadinho, dado que nunca se sabia quando viria a próxima refeição. E como na época não havia freezer, microondas e muito menos tupperware, o esquema era comer, comer e comer. Nosso cérebro mandava o sinal: "Comam mais!", e o corpo guardava o excesso na forma de gordura, pros tempos ruins que poderiam vir. E dessa forma, evoluímos. As eras foram passando, a alimentação deixou de ser tão crítica. Mas nosso cérebro continuo assim, mandando comermos mais e mais gordura. Quando o McDonald...

Breve Diálogo pra Sempre

- Vou embora, tchau! - Espera, te acompanho até seu carro. - Tá bom, obrigada. Ele há tempo já tinha gostado dela, chamado ela pra sair. Ela, comprometida, não ia rolar. Chegaram ao carro, ela tentou beijá-lo umas duas vezes antes dele perceber. E foi o primeiro beijo dele. Dias depois, na porta da biblioteca: - Eu te amo. - Você é louco! Muitos anos depois, ele a ama mais que nunca. Ela já não acha ele louco.